CCXP19: Painel de“Free Guy – Assumindo o Controle” reúne Ryan Reynolds, Joe Keery e Shawn Levy



O maior festival de cultura pop do planeta já começou e terá presença de grandes astros internacionais. O ator Ryan Reynolds (Deadpool) está confirmado para mais um painel, desta vez do novo filme da 20th Century Fox, “Free Guy – Assumindo o Controle”. Além disso, o artista estará com seu colega de elenco, Joe Keery (“Stranger Things”), e o diretor Shawn Levy (trilogia “Uma Noite no Museu”, “Stranger Things”) no auditório Cinemark XD no sábado (7).

“Free Guy – Assumindo o Controle” conta a história de um caixa de banco solitário que descobre que é, na verdade, personagem secundário de um game chamado “Free City”. 

O longa será lançado no primeiro semestre de 2020 e, durante a CCXP 2019, no entanto, os fãs terão oportunidade de ver materiais exclusivos do novo filme. 

A CCXP19 acontece entre 5 e 8 de dezembro, no São Paulo Expo, e todos os 280 mil ingressos disponibilizados ao público foram vendidos. 

Para ver a programação já divulgada do festival, basta acessar www.ccxp.com.br. 

CCXP19 
Datas: de 5 a 8 de dezembro de 2019
Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Água Funda, São Paulo – SP) 
Ingressos: ESGOTADOS 
Horários: Quinta-feira e Sexta-feira, das 12h às 21h. 
Sábado, das 11h às 21h. 
Domingo, das 11h às 20h. 

Clássico de 1999 “MATRIX” ganha exibição de comemoração na Cinépolis



A rede Cinépolis, maior operadora de cinemas da América Latina e segunda maior do mundo em ingressos vendidos, anuncia que “Matrix ganhará exibição em comemoração aos 20 anos de lançamento do filme e a pré-venda já esta disponível por meio do site: https://www.cinepolis.com.br/pre-vendas/.
 
O filme, originalmente lançado em 1999, que conta a história de Neo, interpretado por Keanu Reeves, “o escolhido” para salvar os humanos da guerra contra as máquinas, ganhará uma exibição de uma semana na Cinépolis Brasil em comemoração aos 20 anos de estreia da versão original. O longa terá versões 2D Legendado e 4DX Legendado e uma sessão por dia (3º ou 4º horário).
 
Com direção das Irmãs Wachowski (Lilly e Lana), a exibição começa a partir de 05 de dezembro.
 
Sinopse
Em um futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador de computador que mora em um cubículo escuro, é atormentado por estranhos pesadelos nos quais encontra-se conectado por cabos e contra sua vontade, em um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas ocasiões, acorda gritando no exato momento em que os eletrodos estão para penetrar em seu cérebro. À medida que o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Thomas descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto, está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade e à liberdade.
 
Serviço
Matrix
Data de exibição: a partir de 05/12/2019 - durante 7 dias
Sessões: 1 por dia (3º ou 4º horário)
Versões: 2D Legendado e 4DX Legendad
*Confira a programação em: www.cinepolis.com.br 

‘A Revolução em Paris’, de Pierre Schoeller, estreia nos cinemas


Filmado em cenários históricos e autênticos de Paris e arredores, o longa-metragem “A Revolução em Paris” faz uma imersão nos três primeiros anos da Revolução Francesa, de 1789 a 1793, desde a tomada da Bastilha até a decapitação do Rei da França Louis XVI, trazendo questionamentos: “Como se chega em três anos à execução de uma figura que foi, durante vários séculos, tão sagrada e intocável? Como emerge a liberdade? Como nasce a consciência política? E uma resposta: a força da esperança do povo movido pelo lema “A liberdade ou a morte”.

Especialista de cinema político, o diretor e roteirista Pierre Schoeller coloca no centro da trama histórias íntimas de mulheres e homens da periferia parisiense, transformados pela História em heróis anônimos. Com destaque para as mulheres, protagonistas dos momentos mais importantes desse período, o filme cruza seus destinos com os de figuras históricas da revolução francesa: Robespierre, Danton, Saint-Just ou Marat, filmados na jovem Assembleia Nacional onde nasceram os textos mais importantes e sempre atuais sobre a liberdade e os direitos humanos.

“A Revolução Francesa está na origem da República e dos direitos constitucionais. Embora 1789 pareça muito distante, liberdade, igualdade e fraternidade não são palavras vazias. Ecoam até hoje nas consciências. Vivemos em um mundo em crise de valores, em que esses direitos são seguidamente violados e isso reflete nas pessoas, no conjunto da sociedade. E tudo isso, a desigualdade, a exclusão, a violência social, possibilita uma gama infinita de histórias”, afirma Pierre Schœller.


Com estreia nacional nesta quinta-feira28 de novembro, “A Revolução em Paris teve exibição exclusiva no país, durante a décima edição do Festival Varilux de Cinema Francês e contou com a presença do diretor Pierre Schœller - sendo o filme mais assistido não apenas desta edição como também dos dez anos de evento: 20.751 espectadores. Apresentado também em seleção oficial na Mostra di Venezia, “A Revolução em Paris” foi um dos filmes franceses recentes de maior orçamento de produção, com cerca de 17 milhões de euros, o que permitiu reconstituir cenas históricas em cenários autênticos nas ruas de Paris. 

Trailer


O longa levou sete anos para sua realização, passando pelas fases de pesquisa, roteiro, produção e filmagem. Mais de cem atores estavam muitas vezes presentes em cena. Segundo Schœller, “foi um trabalho longo e meticuloso.  A maioria das cenas conta com iluminação com luz natural e tochas. O figurino teve seus trajes principais produzidos com tecidos franceses e trazidos da Índia e da Itália”, ressalta.


O trabalho de som do filme é essencialmente direto, onde o espectador também é convidado a entrar em cada cena pela percepção sonora. A atmosfera das ruas de Paris em 1789, as explosões e os estrondos da primeira Assembleia Nacional refletem o borbulhar dos primeiros dias da Revolução. As músicas e as letras faziam parte da cultura política da época. Com exceção de pequenos trechos, improvisados, todas as canções são originais. Ainda segundo o diretor, a energia das mulheres com o seu canto ‘à capela’ ampliava a eficácia das cenas e surgiam em momentos cruciais para a composição da história.

Festival ‘Assim Vivemos’ exibe três filmes sobre esportes praticados por deficientes


Manobras radicais na pista de skate usando uma cadeira de rodas, os desafios de um campeão de marcha atlética cego e a preparação da equipe russa de futebol de cegos para disputar um campeonato são temas das produções esportivas, do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência, que começa dia 27, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. Em sua nona edição, o evento reúne 38 produções de 20 países participantes e promove debates oficinas até dia 9 de dezembro. Toda a programação tem entrada franca. A realização é do Centro Cultural Banco do Brasil, patrocínio do Banco do Brasil através da lei de incentivo a cultura, com produção da Cinema Falado Produções.
 
O curta-metragem brasileiro “WCMX -Faca na Cadeira” mostra a habilidade dos membros da equipe paulista do Instituto Faca na Cadeira na pista de skate. Inspirado no BMX (Bicycle(B) Moto(M) Cross(X) e skate, o WCMX “WheelChair MotoCross” foi criado pelo americano Aaron Fotheringham em  2000 e consiste em realizar manobras com cadeira de rodas nas pistas de skate. No Faca na Cadeira, o esporte ajuda na reabilitação do deficiente, promovendo maior autonomia. E é isso que o curta confirma  através dos depoimentos dos atletas Valdir, Leandro e Diego.
 
- O WCMX te faz ter liberdade não para andar, mas para voar! Aquele vento na cara, o coração batendo forte, como se fosse um surf. Você sente a liberdade mesmo – comenta Leandro Tauiu ao realizar uma manobra. Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência é o primeiro festival de cinema no Brasil a oferecer acessibilidade para pessoas com deficiência visual (audiodescrição em todas as sessões e catálogos em Braille) e para pessoas com deficiência auditiva (legendas inclusivas nos filmes e interpretação em LIBRAS nos debates). As sedes dos CCBBs são acessíveis para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
 
A seleção de 2019 conta com obras da Alemanha, Bélgica, Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Canadá, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Índia, Irã, Israel, Itália, Nigéria, Noruega, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido, Rússia e Suécia. Os países com maior número de produções - cinco cada - são Brasil, Itália e Nova Zelândia. Estados Unidos e Reino Unido serão representados com três filmes cada e, da Índia e da Rússia virão dois. Os outros participam com uma obra cada entre os curtas, médias e longas-metragens. Os temas são variados – amor, esporte, arte, entre outros - reunindo histórias e experiências de e sobre a pessoa com deficiência.
 
Serão oferecidos cinco prêmios do júri e um do público, destinado ao filme escolhido nas três cidades. Os membros do júri são pessoas com deficiência, artistas e profissionais ligados ao tema e, em cada edição, o júri cria novas categorias de prêmios, a fim de destacar as qualidades específicas dos filmes premiados. O troféu foi criado pela artista cega Virginia Vendramini. A programação completa está em www.assimvivemos.com.br
 
 
OS FILMES
WCMX-Faca na Cadeira – WCMX-Brazilian Team (Brasil, 2019, 10 min.) Dir. Loopcius. LIVRE

O curta-metragem aborda o esporte adaptado para cadeira de rodas WCMX. Através dos olhos de três usuários de cadeira de rodas que fazem parte do Instituto Faca na Cadeira, o filme mostra como o esporte contribui positivamente para a vida de seus integrantes. Dentro e fora do Instituto, descreve os obstáculos diários a serem superados na vida sobre rodas.
 
Jonathan – Jonathan (Nova Zelândia, 2016, 6 min.) Dir. Kirsty Griffin & Viv Kernick. LIVRE
Orgulhoso das suas medalhas, Jonathan, campeão de marcha atlética, prepara-se para os jogos de verão da Special Olympics. Devido à baixa visão, sua maior dificuldade é não sair da sua raia, evitando a desclassificação.
 
Voy – Voy (Rússia, 2019, 1h 20min.) Dir. Maxim Arbugaev. LIVRE
O filme conta a história da Equipe Paraolímpica Russa de Futebol para Cegos (Futebol de 5) e seu primeiro treinador, Nicolay Beregovoy. Enquanto eles se preparam para o evento mais importante de suas vidas – o Campeonato Europeu –, enfrentam desafios complicados que colocam seu sonho em risco.
Sobre o Festival Assim Vivemos

Além de exibir filmes nacionais e internacionais inéditos, o festival é conhecido por seus debates, sempre com convidados, que trazem novas perspectivas aos temas retratados nos filmes. As discussões promovidas pelo evento já foram apontados como uma quebra paradigmática ao deslocar para um espaço cultural um debate que antes se restringia aos ambientes de saúde e serviço social.

O festival exibe documentários, filmes de ficção e animações que mostram a pessoa com deficiência como protagonista, colaborando para quebrar preconceitos que ainda são obstáculos para a realização de sua cidadania plena. O festival teve sua primeira edição em 2003 no Rio de Janeiro e em Brasília.
 
Serviço:
Assim Vivemos - Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência

27 de novembro a 09 de dezembro de 2019
Entrada Gratuita
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo - CCBB SP
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo -SP
(Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô)
(11) 3113-3651/3652 | Todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças.
ccbbsp@bb.com.br  |  bb.com.br/cultura  |  twitter.com/ccbb_sp  |
facebook.com/ccbbsp | instagram.com/ccbbsp
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
Estacionamento conveniado: Edifício Zarvos - Rua da Consolação, 228.
Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.
Valor: R$ 14 pelo período de 6 horas.
É necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB.

Mostra Mosfilm chega à 6ª Edição com 29 sessões e dois locais de exibição



De 4 a 11 de dezembro São Paulo receberá 12 longas metragens do cinema soviético e russo. As produções, de períodos e estilos variados, fazem parte da programação da Mostra Mosfilm, que chega à sua 6ª edição com 29 sessões, doze a mais que no ano passado, e dois parceiros à altura da programação: o Circuito SPCine e o Itaú Cinemas.
Produções de várias décadas serão exibidas nos oito dias de mostra, e a diversidade de gêneros também chama a atenção na curadoria. Entre os destaques da programação estão "A Balada do Soldado", clássico de Grigori Chukhray, a ficção científica "Stalker", de Andrei Tarkovsky, e "A Prisioneira do Cáucaso", de Leonid Gayday, uma das mais populares comédias russas de todos os tempos. Os três filmes passaram, recentemente, por cuidadosos processos de restauração no Mosfilm, o que também aconteceu com mais 5 dos 12 filmes da Mostra.
Outra novidade é a exibição de um balé, a versão de "Spartacus" de Yury Grigorovich, de 1975, com o Balé Bolshoi. Karen Shakhnazarov, diretor geral do Mosfilm, também tem filme na programação deste ano, o drama "O Mensageiro", de 1986. O filme mais recente da seleção é a comédia "Aluga-se uma Casa com Todos os Inconvenientes", de Vera Storozheva, de 2016.
A possibilidade de ter dois locais de exibição viabilizou maior número de sessões, e também mais possibilidades de o público conferir os filmes, quase todos inéditos no Brasil. Todos os longas terão ao menos duas exibições, sendo pelo menos uma no Itaú (Rua Augusta, 1.475) e uma no SPCine Olido (Av. São João, 473). Os ingressos têm preços populares e as sessões têm 5 horários diversos.
A Mostra é uma realização do CPC-UMES Filmes, em parceria com a SPCine e Itaú Cinemas.
Apoio: Agência de Assuntos da Comunidade dos Estados Independentes da Federação da Rússia (Rossotrudnichestvo), Embaixada da Federação da Rússia na República Federativa do Brasil, Sputnik Cultural e Associação Cultural Grupo Volga de Folclore Russo.
Informações Gerais:6ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo
De 04/12* a 11/12/19
Locais de exibição:
Itaú Cinemas Augusta
Rua Augusta, 1.475, sala 3 – Consolação – São Paulo – SP
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia entrada)

Circuito SPCine – Cine Olido
Av. São João, 473, Centro – São Paulo – SP
Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia entrada)
(Consulte a programação para sessões e horários)

*Sessão de abertura, gratuita. É necessário confirmar presença pelo e-mail mostramosfilm@umes.org.br. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência.
Sujeito a lotação da sala.

Exposição “As Matryoskhas”
Dos dias 05/12 a 08/12 estará em cartaz, no hall de entrada do SPCine Olido, a exposição “As Matryoskhas”, de Nadia Starikoff. Filha de mãe russa, a artista tem sua trajetória marcada pela migração. Inspiradas nas bonecas de origem russa, as obras retratam as origens ancestrais, a materialidade do corpo, as conexões com o outro, as relações com o ambiente e, por fim, a relação com o universo em sua mais infinita amplitude.
Artista: Nadia Starikoff
Curadoria: Carol Mondin
Produção: Eduarda Cabreira

Comidas, bebidas e artesanato típico do Leste Europeu
Um pedacinho da tradicional Feira do Leste Europeu estará na Galeria Olido no sábado, 07/12, com barracas de comidas, bebidas e artesanato típicos da região. A Feira do Leste Europeu acontece mensalmente na Vila Zelina, bairro que concentra o maior número de imigrantes de países do Leste Europeu em São Paulo.
Sábado, 07/12/2019
Horário: das 13h às 20h
SPCine Olido (Av. São João, 473)

'Marighella' será adaptado para minissérie da Globo


Dirigido por Wagner Moura, o filme Marighella, que conta a história do ex-deputado, poeta e guerrilheiro baiano Carlos Marighella (1911-1969), vai virar série que será exibida na Globo no ano que vem. Protagonizada pelo ator e cantor Seu Jorge, a obra chegou a ter a data do Dia da Consciência Negra, 20 novembro, marcada para a estreia nos cinemas brasileiros, mas a futura exibição acabou sendo cancelada por problemas burocráticos com a Ancine.
De acordo com a colunista Patrícia Kogut, do O Globo, Marighella será dividido em quatro episódios. O longa, inclusive, será responsável pelo retorno de Bruno Gagliasso nas telonas.
Cercada de polêmicas desde que foi anunciado pelo próprio Wagner Moura, a trama foi alvo de críticas por tratar abertamente da figura de Carlos Marighella, que liderou um dos maiores movimentos nacionais de resistência contra a ditadura militar — até o seu assassinato, no ano de 1969.

(Crítica) O Exterminador do Futuro – Destino Sombrio



Por Beto Menezes

Se tinha uma franquia que durante todo esse tempo (irônico né?) lutou para se manter viva foi O Exterminador do Futuro. Desde a saída de James Cameron após “O Julgamento Final”, cada filme foi uma derrota. E o nível foi caindo cada vez mais, até chegar ao quase fundo do poço com o pavoroso “Genesys”. Mas Cameron retorna com a promessa de apagar tudo que foi feito antes e botar a história de volta nos eixos, agora com uma nova mão no volante mas ele dando as coordenadas. E por mais que seja bom ter Cameron de volta, parece que o próprio tropeça na vontade de fazer algo novo.
Cameron cumpre o que promete e segue a história após os acontecimentos do filme de 1991, com Sarah (Linda Hamilton) e John Connor (Edward Furlong) fugindo das autoridades. O “Julgamento Final” não aconteceu. Mas isso não impediu a realidade de criar um novo futuro onde a humanidade é massacrada por uma inteligência artificial e agora, nos dias atuais, um exterminador (Gabriel Luna) é enviado de volta ao passado para eliminar um novo alvo, a jovem Daniella Ramos (NataliaReyes) e como de praxe alguém também vem para protegê-la, Grace (Mackenzie Davis). Agora elas precisam unir forças para sobreviver à esse caçador implacável e manter a esperança do futuro.

À primeira vista a trama apresenta problemas, não nesse filme isoladamente, mas como ele fala com os dois anteriores. Parece que Cameron simplesmente joga tudo que foi incrivelmente bem construído fora em ordem de criar algo novo que pode levar a franquia por anos a fio, o que pode dar uma péssima impressão para os fãs mais ardorosos que levam os dois primeiros filmes no coração como clássicos da ficção. Mas se você conseguir abdicar de tal sentimento e aceitar essa nova premissa, “Destino Sombrio” se torna uma ótima diversão com grandes colheres de nostalgia.
A começar pela primeira grande sequência de ação, muito bem dirigida por Tim Miller e uma grande revisitada à famosa sequência da rodovia de Exterminador 2, com ação e perseguição de tirar o fôlego. E destaco também a situação social do filme, mudando drasticamente o palco do embate dos EUA para o México e tendo boa parte do seu primeiro ato todo falado em espanhol, uma descentralização bastante interessante. E também destaco a construção de personagens, onde temos um eixo formado por três mulheres fortes e totalmente senhoras de si. Se antes tínhamos a mulher como a progenitora daquele que viria a salvar a humanidade agora, em Dani, temos a mulher como a própria salvadora, aquela que está destinada a nos unir no futuro de caos. Mackenzie Davis também está ótima, forte e decidida, sua dinâmica com Dani e Sarah funciona muito bem. Mas a melhor interação é o retorno da dupla Hamilton/Arnold Schwarzzenegger.

O filme dá uma função muito digna e faz juz ao histórico de Connor e como ela, apesar da idade, se mantém lutando e ainda acreditando que não estamos livres da ameaça. E para evitar spoilers vou me limitar a dizer que a participação de Schwarzza está diretamente ligada à Connor.
“Destino Sombrio” cumpre o que promete: traz de volta a franquia para o devido lugar de destaque e a abre para novos horizontes e possibilidades, mantendo o pé em suas raízes, mesmo que possa ter comprometido o seu passado. Mas ainda assim, com certeza vale a conferida no escurinho do cinema.
O Exterminador do Futuro – Destino Sombrio está em cartaz nos cinemas. 
Trailer:


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